E aí, como faz?

Às vezes você vai vivendo sua vida, em meio a coisas das quais você gosta muito e de outras que você gostaria de mudar mas não pode, pelo menos não por enquanto. E vai encontrando pessoas.

Com algumas você se liga e essa ligação é real, concreta porém fexível. Dessas eu gosto muito.

Com outras você não se liga jamais, não existe nenhuma conexão e ponto final. Nesses casos não que eu goste mas é mais fácil, porque aí você já sabe que não rola e não precisa se esforçar ou fazer tentativas. Não dá e fim de conversa.

E por fim vem o caso mais difícil. Quando com outras pessoas você tem uma ligação mas parece que sempre falta encaixar alguma coisa, parece que fica um espacinho, uma coisinha de nada mas que quando você menos espera pode virar um coisona e deixar um vácuo, um abismo. Ai você fica confuso, não sabe muito bem como lidar com isso.

Pensa só: se normalmente você acha, jura, que aquela pessoa é sua amiga, querida, que te entende, te aconselha e que gosta de te ajudar porém, do nada, essa pessoa tem uma loucura, um surto, vira uma mostra, te destrada e exige coisas de você que você não está disposto a dar. O que fazer?

Você poderia dizer: "ah manda ela pra puta que pariu!" e eu diria:"mas eu gosto dela, ela é minha amiga, só tá desesperada..."

Pois sim, eu tenho duas pessoas assim na minha vida e não me perguntem por nomes que eu não conto por nada.

Eu fico num mato sem cachorro, sem saber o que fazer e o pior é que sempre que estou quase desistindo delas, acontece alguma coisa e me faz desistir de desistir.
Será meu karma? Não sei.

Só sei que se relacionar com as pessoas é sempre um desafio, as vezes a gente ganha e outras perde.

"Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo mas aprendedo a jogar" - Francis Hime

Bejocas!

Ouvindo e cantarolando...

Cada dia minha vontade de cantar aumenta. Mas enquanto não sou descoberta por nenhum grande produtor musical e viro uma estrela da MPB, vou ouvindo e catando pela net, com a ajuda de dicas valiosas de amigos, o que tem de bom para ser ouvido na língua "brasileira".

Graças ao Zema Ribeiro conheci essa semana a beleza do canto de Anelis Assumpção. A menina não nega a origem. Filha de Itamar Assumpção ela dá show de sonoridade e ainda compõe letras ótimas de cantar junto. Já consta entre as minhas preferidas.

Outra que tenho ouvido bastante é a Marina De La Riva. Essa veio a mim pela indicação do meu amado Pedrin Canto. Da Marina eu pouco sei, o Zema me contou que ela é resultado de uma mistura bem latina. Filha de brasileira com cubano, a cantora tem suas músicas impregnadas da sensualidade dessas duas culturas com uma voz firme e suave, não só em portugues mas em cubano. Delícia de ouvir. Ela cantando Sonho Meu é show!!

E por fim, nessa lista de intérpretes poderosas, eu acabei caindo nos encantos da Maria Gadu. Digo isso porque resisti. No início fiquei com o pé bem atrás por conta da música "Shimbalaiê" que tá na novela do Manoel Carlos. Acho essa música pobre, chatinha demais da conta. Mas aí resolvi dar uma chace a nós duas, ouvi o cd inteiro e eis que agora ouço praticamente todos os dias. Nesse primeiro trabalho ela canta A História de Lily Brown que eu adoro e só tinha escutado com a Gal. Ficou ótimo! Tem ainda Laranja, Altar Particular e Louge que eu gosto bastante também.

Ficam aí as dicas dessa humilde ouvinte e amante da nossa música.

Um ótimo fim de semana.

Bejocas!!!!

Hoje é dia de festa da Du!

Acabei de conectar na internet e vim, como de costume, ver o que acontecia na blogosfera. Por um momento pensei que hoje era dia de blogagem coletiva e o tema, para minha alegria, era a Duzinha, a moça dos sonhos.

E sabe por que tanta gente amanheceu falando dela hoje? É que hoje, dia 26 de outubro, é aniversário dela. Iupiii!!! É big, é big, é big!!!


Eu já até falei dela aqui uma vez, mas qualquer coisa que se diga dela é pouco para mostrar o quanto ela é querida e especial. Poucas vezes vemos alguém tão dedicado, tão amoroso, tão doce, tão iluminado quanto ela, que com suas palavras sempre nos dias algo que nos faltava perceber.


Parabéns Duzinha!! Muito tudo de maravilhoso nessa vida: saúde, amor, alegria, carinho, afeto, amizade, sonhos, compreensão, tanquilidade, felicidade e tudo mais que você desejar!


Bejoca especial na DU!!

Mas isso faz muito tempo...

Oioi!!!
Tive que me esforçar um pouco para deixar a preguiça de lado e escrever hoje. Eu estava lembrando de quando sempre corria pra cá para escrever. Parece que já faz tanto tempo.
Hoje foi a saudade quem me trouxe aqui.
Acredito que todos sentimos saudade. Saudade de pessoas, de fases da nossa vida, de cheiros, de momentos importantes. Mas tem gente que parece carregar esse sentimento com mais constância e que é capaz de sentir saudade até mesmo daquilo que não viveu.
Foi o que eu senti esse fim de semana. Estou lendo o livro Amor é Prosa Sexo é Poesia do Arnaldo Jabor e o sentimento mais forte que a leitura me trouxe foi...saudade.
O texto do Jabor é muito engraçado, crítico, cortante, afiado. Mas parece que tudo está empreguinado desse sentimento que faz a gente suspirar e pensar: a gente era feliz e não sabia!
Em muitas crônicas o jornalista fala dos tempos em que era criança e a parte que mais gosto é quando ele fala da sua juventude comunista, quando os jovens iam para as ruas, gritar sua revolta, seu descontentamento.
Tenho saudade desse tempo que eu não vivi. Mas saudade só dessa parte, da liberação, da luta, das conquistas.
Muitos sofreram, foram submetidos a verdadeiras atrocidades, tortura, exílio. Dessa parte não tenho saudade não, tenho vergonha.
Nos tempo de hoje ninguém vai pras ruas, brigar, lutar, expor sua revolta. Penso que não por puro conformismo, talvez um pouco sim, nem por medo ou por falta de vontade. Mas por um total descrédito. Vimos tantas coisas acontecendo no país, tanta corrupção, tanta "cafajestice", desvios, roubos e mal exemplos seguidos, que a gente não acredita mais que alguma atitude possa mudar isso.
Naquele tempo lá atrás, o do Jabor jovem, as pessoas acreditavam!!!! Tinham uma coisa chamada fé, artigo raros nos tempos da Dani jovem-adulta.
Hoje é tudo tão relativo, tudo pode, tudo é permitido, ninguém é de ninguém e todo mundo é de todo mundo. Por isso me sinto meio deslocada.
Tenho tão claro na minha cabeça os meus referenciais. De onde sou, do que venho, a quem pertenço. Só não sei para onde vou. Isso Deus é que diz!!
No tempo do Jabor jovem comunista ele teve que amargar tentativas frustradas de levar as namoradinhas pra cama. Ele, como o próprio afirmou, era do tempo que as meninas não davam! Mas isso faz muito tempo...
Uma bejoca nocês!!!
Dani M.

Eu quero uma casa no campo...

Sempre fui uma pessoa da cidade grande, quer dizer, dentro da idéia de cidade grande que eu tenho e, que por sua vez, não é bem uma cidade tão grande assim. Na verdade é uma ilha, a minha São Luís.

O fato é que sempre gostei do asfalto, dos prédios, da facilidade do ônibus, dos ar condicionados, dos shoppings, da fast food e dessa coisa toda nossa de cada dia.

Tive minhas referências interioranas, claro. Nasci no interior (isso já comentei aqui). Mas nunca morei lá, ia apenas nas férias. Adorava!! Ficava solta na rua, andava de bicicleta, conhecia a cidade toda pedalando. E tinha aquele jeitinho "caboco" de falar. Era bom demais! Só que nunca mais fui pras bandas de lá.

Por muitos anos tenho ficado "infurnada" aqui nessa cidade. E eu gosto muito de viver aqui, mas São Luís tá ficando muito doida. Tá virando uma cidade bem ruinzinha de se viver, pelo barulho, poluição, trânsito infernal. E vem mais por aí.

Em breve "vamos ter" uma refinaria de petróleo aqui do ladinho(vamos ter é ótimo, kkkk...nós reles mortais nem vamos ter acesso a isso), na cidade de Bacabeira e hoje uma amiga minha estava me contando que vem uma usina pra cá também. Ela falava já angustiada e preocupada com o que vamos ter que conviver em no máximo 4 anos: muitos mais carros na cidade, condomínios brotando em cada recando onde antes tinha mata ( e mato também), padrão de vida mais elevado, coisas mais caras, muito calor, mais poluição. Consumismo e consumismo.

E eu que já estava "contaminada" pela idéia de ter uma casinha no meio do nada pra plantar meus ipês amarelos e lilás, fiquei ainda com mais vontade depois de refletir com ela sobre essas futuras mudanças.

Ontem mesmo pensei tanto nisso de ter uma casa em um lugar tranquilo pra curtir minha vida com meu mozão, com ar puro, plantinhas, um espaço grande pra andar de pé no chão, ter cachorro, filhos, família e amigos por lá!!

Vi que perto do meu condomínio mesmo tem tantas casinhas assim. Parece um outro lugar, uma outra realidade. As pessoas vivem num ritmo muito mais "cadenciado", kkkkk...

Quero isso pra mim!! Será que rola?

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão a pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos meus discos e livros
E nada mais

Bejocas minha gente!!!

Em estado de encantamento...

Gente do céu, tô feliz de mais!!! E essa frase está sendo dita por mim com o sotaque mais mineiro que eu tenho.

Isso porque quem me ouve falar diz que eu já tenho uma mineirice na voz. Imagina depois de passar três lindos dias ouvindo a fala e o canto de uma mineira que me conquistou de vez.

Eu tô falando da Déa Trancoso (foto), uma cantora e compositora do Vale do Jaquitinhonha, sertão de Minas Gerais. E agora ela tem mais um título que eu estou atribuindo a ela: MESTRA! Assim mesmo com letras garrafais.

Ela é ferozmente brasileira (ela gosta de falar assim) e tem aquele jeito simples da gente do interior do Brasil, que não se distancia das suas raízes.

Como disse no começo passei 3 dias com a Déa. Eu, o Albertinho, a Zina, a Sandra e mais umas 20 pessoas. Fizemos parte da Oficina de Corpo e Voz que é descrita como um encontro de si mesmo através de jogos, brincadeiras, audições, exercícios de yoga com o uso do corpo e da voz, dentro do universo indígena, africano e hindu, utilizando cantigas da cultura popular brasileira e canções do Vale do Jequitinhonha.
Quando eu recebi o email sobre a oficina fiquei tentada e curiosa mas com medo. Pensei logo nos exercícios teatrais, no medo de me sentir ridicularizada, de fazer aquelas coisas do tipo "agora você é uma semente que vai virar plantinha", sabe? Mas o desejo de ver de perto tudo isso foi mais forte. Ainda bem!!

Nó!, quanto eu perderia se não tivesse ido...Foi tudo tão bom, brinquei que nem quando era criança e ficava dançando e inventando musiquinhas. Nós ouvimos tantas canções lindas, fizemos exercícios, acordamos o nosso corpo, descobrimos que somos capazes de ressussitar a criança que todos nós temos e o mais importante, perdemos o medo de ser ridicularizados. Já no segundo dia a gente não tava nem aí pro que os outros pensariam, a gente queria era tá*!!!!
Tá no meio da roda, tá vivenciando aqueles momentos, dividindo aprendizado e experiências com desconhecidos mas que se tornaram cúmplices uns dos outros, rindo da nossa cara fazendo o leão ( um exercício em que temos que abrir a boca e os olhos ao máximo e soltar um grito que vem do diafragma, difícil demais) e do piu ( esse num vô nem tentar explicar, só vendo mesmo, é de rolar de rir).

Enquanto eu estava lá eu pensei tantos nas pessoas que eu amo, queria que elas pudessem estar lá também experimentando tantas coisas que eu experimentei.
A Déa nos marcou pra sempre, deixou a marca dela no nosso coração, com aquela força-suave que alenta, acalma e ensina.

Já tá todo mundo esperando o segundo módulo da oficina que ela prometeu trazer pra São Luís junto com o show que ela quer fazer aqui.

Visitem o myspace dela e vejam se ela vai passar na cidade de vocês com o Projeto Vozes de Mestres do CCBB Intinerante. Ela está trabalhando o CD Tum Tum Tum com canções dela e outras do cancioneiro popular. Eu já tenho o meu autografado, lero-lero!!

No CCBB, além das oficinas, teve debates, mostras de cinema, shows e apresentações teatrais. Aqui a gente viu o show da Tita Parra, filmes e a peça Caminho para Meca ( maravilhosa!).

E fica aqui a dica: não percam as oportunidades de lembrar quem nós somos, que somos gente, que precisamos nos relacionar com outras gentes. Que a gente sempre pode brincar, voltar a ser criança, rir de si mesmo e do outros também (mas sem magoar) e o mais importante, desacelerar! Sair um pouco da rotina, da correria nossa de cada dia.

Bejocas nocês que hoje eu tô jóia demais!!!!!
* esse é uma contração do verbo estar. A gente usa essa expressão "eu quero é tá" pra dizer que quer estar num determinado lugar ou situação.

Um texto feito pra nós!!!

Hoje estou postanto um texto do Oscar Wilde. Estava marocando uns blogs e achei esse texto em um deles. É perfeito. Ofereço aos meus amigos, os de perto e os de longe. Saudade de vocês. Esse texto foi feito pra nós!!!!

"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice!Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."
Loucos e Santos - Oscar Wilde
Bejocas e um ótimo fim de semana!

Tô viva!

Oi oi oi!!!
Haja preguiça hein? Faz mó tempão que eu tô com vontade de escrever, de atualizar, de contas os babados mas não tava rolando.
Pra piorar desde semana passada eu fiquei doentinha. Primeiro foi um mal estar, uma sensação de febre e aquela moleza que dá vontade de deitar. No fim de semana a febre veio com tudo, ganganta inflamou, fiquei sem voz, sem fome, sem ânimo e só ontem que me senti bem melhor.
Patrick é tão cumplice (juntos somos um!kekekeke...) que até ficou doente também. E sinceramente, ficar doente é ruim mas ficar com o marido doente, meus amigos, é pior.
Não sei quanto a vocês amigos meninos que visitam esta casa, mas meu maridinho é um bombom de alho quando fica doente. Fica muito manhoso, faz beicinho pra tudo, tudo dói. Ele faz o maior drama e diz de hora em hora: amor, num sei se acordo vivo amanhã! Como se, caso morresse, ele acordaria, aff... Chega a irritar.
Mas depois da irritação vem aquele sentimento de dó. Tadinho todo dodoizinho... aí faço carinho, converso com ele em "bêbênhês", pergunto se tá com sede, com frio, com calor, com fome, com vontade de ir ao banheiro, enfim, ofereço qualquer coisa que faça ele melhorar e rezo. Ah Deus sabe! Peço a Deus pra por favor fazer meu amor ficar bem logo porque senão eu devolvo ele pra mãe dele.
Não me acusem de insensível, por favor! Não sei quanto a vocês meninas que visitam esta casa, mas eu fico boba vendo o quanto os homens conseguem ser tão fortes e corajosos nos momentos em que naturalmente sentiríamos medo, mas tão medrosos e sensíveis diante de um simples resfriado.
A gente (as meninas) fica lá firme e forte. Com febre, frio, tremor mas ainda assim consegue lidar bem melhor com a dor do que os nossos amados homens, né não?
Agora estamos bem. Eu ainda recuperando a garganta com antibióticos e ele "intornando" o expectorante pra melhorar da tosse, mas bem.
No mais tudo certo. Terminei de ler o Comer, Rezar, Amar e é todo bom esse livro. Amei a parte do "Amar", bom demais mesmo. Tenho um versão digitalizada; quem quiser me manda email que eu envio: dmoreira21@hotmail.com.
Uma bejoca de longe pra não passar as minhas bactérias, kekekekekeke.... é que elas são muito apegadas a mim...

Comer, Rezar, Amar

Comentei com vocês que além de pensar muito estou lendo vorazmente. Terminei de ler A louca da casa ( finalmente) e nem sei como falar dele, porque eu gostei tanto, tanto e achei tudo tão bom que só vocês lendo pra saber como é.

O meu já está sendo aguardado por duas amigas leitoras e escritoras: a Luana e Anne.
Terminei esse no domingo e no mesmo domingo comecei a ler Comer, Rezar, Amar. Três coisas que adoro fazer de paixão. Quer dizer, não tenho sido muito boa em reza, é verdade.

Sempre rezo bem depressinha, faço uma prece meio despreocupada, digo um "Nossa Senhora da Conceição rogai por nós e nos proteja no nosso caminho", mas rezar mesmo, fazer uma oração de coração, nunca mais fiz.
Quando rezo assim, eu converso com Deus, como se fosse um amigo, com muito respeito claro, e peço o que meu coração pede. Peço e agradeço. E isso é tão verdadeiro que sempre me emociono e choro horrores. Depois me sinto bem e leve. É reconfortante. Mas ando em falta com a minha fé e devoção.

Quanto a comer e amar, tenho feito isso bastante. E os dois acabam se tornando uma espécie de oração. Quando como e quando amo faço isso com o melhor de mim, de coração.
Nesse livro a escritora, a jornalista americana Elizabeth Gilbert, conta a experiência dela com essas três ações. Depois de casamento terminado, imediatamente seguido por um romance fulminante em que ela amou "desesperadamente", ela decide largar tudo e fazer três viagens: Primeiro ela vai pra Itália, com o único objetivo de estudar a língua italiada que a fez sentir os primeiros raios de alegria que iluminaram a vida dela dentro de toda a escuridão de uma depressão. Na Itália ela descobre o prazer e a beleza e desfruta do bel fa niete e das delícias da culinária Italiana ( já quero ir pra Itália!!!). Adoro quando ela diz que na Itália ela engordou os 10 kg mais felizes da vida dela.

Depois ela vai pra Índia, morar no ashram da sua Guru espiritual. Ela vai pra lá para exercitar a devoção dela, para aprender a falar com Deus. E essa parte do livro é linda. Um ashram é tipo um templo de religiosidade onde se pratica a meditação, o silêncio, a oração. Lá ela aprende a se perdoar e a deixar passar muitas coisas que a entristeciam. É muito bonito mesmo.

Estou nessa parte do livro.

Depois vou para a parte que ela vai para a Indonésia. Sobre essa aqui não vô contar nadinha porque ainda não li né? Mas sei que essa vai ser a parte do amar e como adoroooo romances de meninas tô super ansiosa pra ler.
Em uma das críticas sobre o livro alguém fala que esse é um livro que toda mulher devia ler, porque afinal de contas é uma de nós que nos dá um depoimento de como superou tantas coisas pelas quais muitas de nós passamos. Mas acho válido os homens lerem também. Pelo menos sei que eles vão rir horrores e dizer: ah, então é assim que funciona? kekekeke...

Ai gentem tô amando o livro, devorando cada palavrinha e rezando para não acabar tão rápido.

Procurem pra ler, vale a pena mesmo, mesmo. E quando esse acabar já tenho outro na fila. O livro Férias da Maryan Keys. Mas esse eu comento outro dia.

Bejocassssss!!!

Ela pensa que pode ser completamente feliz...

Esse fim de semana pensei em muitas coisas. É que tive tempo de sobra pra isso.
Foi um fim de semana daqueles que "trabalho". É que fico lá sentadinha vendo as aulas acontecendo e só faço algo de fato se a professora ou os alunos estiverem precisando e como na maior parte do tempo eles ficam bem concentrados na aula, tenho um tempo só pra mim pra fazer o que eu quiser. Então eu faço duas coisas que eu adoro: leio e penso.
Às vezes penso sobre o que eu leio. Outras vezes enquanto estou lendo vem um pensamento intruso e atrapalha a minha leitura. E lá vou eu ter que começar tudo de novo porque esqueci o que estava lendo enquanto pensava. Entendeu??? Acho que sim né!
Pois bem. Estive pensando em coisas diversas: na saudade dos meus pais, na roupa pra lavar, no almoço que não ia fazer pra marido, no que ele estaria fazendo lá em casa sozinho sem mim, nos meus amigos e principalmente no que estou fazendo na minha vida profissional.
Sempre acreditei que é possível conciliar uma vida amorosa feliz com uma carreira bem sucedida. Mas cadê que isso tá acontecendo? Estou muito feliz no meu casamento. E tudo bem que eu gosto do trabalho que faço e do ambiente em que trabalho mas onde fica aquela história de trabalhar com prazer?
Em alguns momentos, sinto como se estivesse numa constante repetição de atividades: "Todo dia ela faz tudo sempre igual...". Acorda cedo, toma café, escova os dentes, toma banho, se arruma, sai de casa. Pega o ônibus ( lotado), vai em pé, desce no terminal de integração*, pega outro ônibus ( lotado), vai em pé ( ou não). Desce no centro histórico, fica feliz por ver o mar, e o casario, e os azulejos. Sobe os 4 andares de escada velha, vazada e barulhenta. Chega na redação, dá bom dia, ri da sua falta de ar e da dor nos joelhos. Senta em frente ao computador e começa sua pesquisa por notícias, comportamento, psicologia, eventos, música entre outros assuntos. No final do dia, vai pra casa: pega ônibus, vai sentada (graças ao bom Deus), desce no terminal da integração, espera seu ônibus pelo menos durante meia hora, pega seu ônibus (lotado), vai em pé.
Finalmente chega em casa, e aí sim é hora do prazer. Quer dizer o prazer acontece um pouquinho mais tarde porque antes, ela dá um jeito na casa, arruma a cama, lava a louça do café ( as vezes ela deixa pro marido fazer isso) e prepara alguma coisa pro jantar (as vezes ela deixa pro marido fazer isso²).
E é assim, todos os dias. Eu me formei pra isso? E onde está o juramento que eu fiz que promover o entretenimento sadio e lá lá lá lá? E onde está o meu próprio entretenimento sadio?
Calma, não se assutem, eu sou geminiana, penso muito, em muitas coisas ao mesmo tempo. Mas sou inofensiva. Só mordo de você deixar.
Tenho pensado muito no que estou fazendo com o meu tempo, com a minha vida profissional. Tenho pensado até em me juntar a Nina na Alemanha, oi ir viver na Irlanda como a Lígia ou ir pra Holanda viver de "arrrrrte". De repente eu poderia cantar bossa nova nos barzinhos.
Mas já tenho muito a agradecer a Deus por pelo menos ter um casamento feliz, uma família amada e uns amigos "fodásticos" que me tiram dessa rotina algumas vezes. Isso já é coisa pra caramba pra agradecer.
E agradeço também pelo livros. Enquanto não posso viajar de verdade, eu viajo na carona das palavras e me divirto tanto que só vendo pra saber. Agradeço também pelos blogs nos quais eu aprendo tanto, me emociono tanto e rio tanto. Amo muito tudo isso!!!!
" MAS ELA DIZ, QUE APESAR DE TUDO ELA TEM SONHOS
ELA DIZ QUE UM DIA A GENTE HÁ DE SER FELIZ
SE DEUS QUISER..."
[Janaína- Biquini Cavadão]
E a semana começa assim, com a continuação dos pensamentos e muitas reflexões. Quanto aos livros conto pra vocês amanhã.
Bejocas!!!
* Terminal da integração é um local que parece uma rodoviária em que você troca de ônibus e não paga outra passagem por isso. Na verdade é um inferno em forma de terminal, pra ser mais clara.

Ufa, essa foi por pouco!

Olá queridos!!

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, graças a Deus!!!

Acabei de chegar no trabalho. É que antes fui fazer uns exames de menina.
Sabe o que é? É que além de ser necessário mesmo, pois meninas sempre precisam de cuidados, eu estava suspeitando que pudesse ter um neném aqui dentro.

Por conta disso tava meio jujuru. Não que eu não queira ser mãe, é claro que eu quero. Mas não posso ser mãe agora. Como eu ia carregar eu e o neném? (eu já peso o bastante por dois sozinha) Que horas eu ia cuidar dele? Como eu poderia ser uma mãe atuante se ele provavelmente ia passar mais tempo com outras pessoas que comigo? E o pior, de onde ia tirar grana pra pagar plano de saúde, comprar fraldas, leite, roupas, remédios e toda a parafernália que acompanha os bebês??

Confesso que deu uma vontadezinha. Fiquei muito dividida entre o desejo de ter um filho e a consciência de que não tenho condições ainda de arcar com tamanha responsabilidade. Ainda mais com os apelos do marido, se achando o papai, todo carinhoso e cheio de planos. Mas ainda não é momento, nem pra nós, nem pro nosso bebê.

Eu quero ser uma mãe bem atenciosa, cuidadosa, disponível e que tenha algo a ensinar pra essa nova vida.

Acho que com a "não-chegada" do nosso filhote, Deus tá me dando uma chance de me preparar pra esse momento. Cuidar de mim, da minha saúde, perder peso, aprender a me alimentar melhor. Tenho também que ter mais estabilidade financeira.

Tenho pelo menos dois anos pra isso tudo. Num quero esperar muito não. Já me disseram que a gente nunca está totalmente preparado pra isso. O grande lance a gente só aprende na prática mesmo. Será?

Vô refletir sobre isso também e aceito dicas sobre o assunto.

Para as futuras tias, tenham paciência. Vai chegar o dia de poder "lamber" a minha cria com vcs!!

Bejocas!!!

Tem coisas que só o amor faz por você!!

Graças a Deus hoje é sexta-feira. Quando penso que tenho dois dias pela frente pra não fazer nada e acordar tarde( suspiros) meu coração se enche de alegria.
Essa semana foi bem difícil.
Quando eu pensei que todos os temores tinham passado e não era mais necessário me sentir insegura profissionalmente, veio uma onda de más notícias e balançou tudo.
Por enquanto ainda estou empregada, mas duas amigas que eu adoro sairam. Ficou um vazio físico e emocional. As melodias, os sorrisos, os mimos, os abraços, os cuidados que tínhamos umas com as outras agora vão ficar bem reduzidos já que não nos veremos mais todos os dias.
No mais as pequenas surpresas desagradáveis aumentaram a angústia que já estava sentindo.
E no meio disso tudo, meu amor se comportou muito bem. Me ajudou muito, segurou minhas mãos, fez cafuné na minha cabeça e fez outras coisas que são impróprias para contar nesse horário e neste blog de respeito( kkkk...). É muito bom se sentir segura, amada, amparada quando parece que nada mais está dando certo.

"Ô que beijo bom que meu bem deu na minha boca!
Cada noite com meu bem é melhor que a outra.
Gosto da mão que me bole, que me pega sem pedir.
Gosto da conversa mole que não me deixa dormir" (Laranjeira, Roque Ferreira)
Aproveitei o finalzinho da tarde de ontem para visitar minha mãe e meu papito. Me senti tão bem recebida. Parece que depois que me casei eles ficaram mais carinhosos, mais receptivos.
Agora tenho conversas com meu pai que não tínhamos antes. Falo com ele sobre minha vida, meu trabalho, meus amigos. E percebo que ele quer cuidar mais de mim. Minha mãe também está mais amorosa. Quando estou lá ficamos andando prum lado e pra outro juntas.
Estamos muito mais próximos.
É gente, apesar dos pesares, eu me sinto feliz.
Aproveitem o fim de semana de vocês também. Semana que vem a gente se fala.
Bejoca!!!

Hoje tem visita especial aqui em casa!!!

Hoje estou recebendo aqui em casa a visita da minha amiga Andreia Lima. Elas traz pra gente as suas impressões críticas sobre o novo álbum do cantor e compoitor maranhense Zeca Baleiro intitulado O coração do homem bomba . Vamos conferir?!


A festa e a ressaca do Baleiro
Por Andreia Lima*

Rock, reggae, ska, forró, samba, funk, brega, soul, ie-ie-iê, repente... Zeca Baleiro. É assim que chega O coração do homem bomba, novo trabalho do artista maranhense: diverso e sem rótulos. São duas “pílulas” milimetricamente dosadas para curtir uma noite dançante e, em seguida, cair numa ressaca daquelas. O trabalho plural e irreverente perpassa composições clássicas da música popular brasileira; traz novos e antigos parceiros, além de brincar, de forma criativa, com a disposição de vinhetas ao longo do disco.

O coração do homem bomba volumes 1 e 2 são o oitavo e o nono disco, respectivamente, autoral do Baleiro. Em sua obra, o compositor que já “imbolou” à procura de Stephen Fry tocando baladas líricas num mundo cão não se faz de rogado e cria um mix rítmico contemporâneo sem compromisso algum com a etiqueta que será posta pela crítica posteriormente.


Os álbuns foram lançados ano passado pela gravadora do compositor, a Saravá Discos, em um intervalo curto de tempo de apenas três meses entre um e outro. “Quis fazer uma experiência de lançar discos em um intervalo curto. Geralmente quando se faz disco duplo, lança com um intervalo de seis meses, mas eu quis com um intervalo curto, de apenas três meses. Foi também para ter tempo de polir mais o segundo volume”, justifica.


O resultado são 27 canções divididas em dois CDs. Cronologicamente, as canções vão de uma vibração e irreverência, localizadas no primeiro álbum, à introspecção e lirismo do segundo. Nas palavras de Baleiro, “o primeiro é a festa e o segundo é a ressaca da festa”. Os álbuns trazem antigos e novos parceiros do compositor maranhense como Chico César, Wado, Zé Geraldo e André Bedurê. Apaguem as luzes e liguem o som que a festa vai começar. Mas depois, não esqueçam, de tomar a pílula da ressaca.

O baile

Tum Tum Tum... Bum! As batidas da vinheta O coração do homem bomba anunciam em coros e batucadas que o baile do Baleiro começou. Uma batida de radiola de reggae só precede os acordes dançantes de Você não liga pra mim. Depois um forrozinho, em ritmo orquestral, chega com Alma não tem cor, letra de André Abujamra que ganhou as rádios com a banda paulista Karnak.

Vai de Madureira é o samba-funk que tematiza as faces de quem procura o status. “Se não tem água Perrier, eu não vou me aperrear” é um dos inúmeros trocadilhos que marcam o trabalho de Zeca. Um suingue com pegada paraense chega com Elas por Elas, batida que traz na letra as mulheres e suas peculiaridades. Em seguida, em coral, como numa igreja, Aquela Prainha é recitada como crítica à invasão estrangeira às praias nordestinas, trazendo, com isso exploração econômica e sexual.

Em Ela falou malandro o tom é de seresta com pegada brega e letra romântica. “Por ela vou pro rock ,vou pro samba, vou pro funk vou pra tudo que é balada”, diz a letra. O tom romântico prossegue com Você é Má. Mas é na irreverente Bola Dividida, samba de 1974 de Luiz Airão, que o disco atinge o clímax. A regravação ganha na versão de Baleiro uma batida tango, meio cabaré de ser.

Uma sanfoninha enuncia a vinheta Aí Beethoven que versa sobre o compositor erudito alemão. Depois um bom rock chega nas batidas de Toca Raul, a homenagem de Zeca ao compositor maluco beleza e uma resposta bem-humorada aos fãs que insistem em gritar “Toca Raul” em qualquer que seja a balada . Um ar de mistério surge no pop com pegada rapper de Nega Neguinha.

A canção de encerramento de volume 1 é dedicado ao letrista de Pra não dizer que não falei das flores, Geraldo Vandré é a música em tom melancólico que dá o prenúncio do fim da festa. Um baile alegre, vibrante que se finda nas cordas de um violão. Mas o clima de fim de festa é apenas o link para a ressaca que virá.

Day after

Como num amanhecer após uma festa o toque de um piano dá os acordes de Era. Na letra de Zeca e Wado o tema são as reconstruções que o mundo passa depois de grandes catástrofes. Uma sanfona se mistura a violinos num estilo clássico-regional e adentra em Tevê, canção que expõe as ofertas que consomem nosso olhar na televisão. Em seguida, vem uma batida pop ao som de bateria e cordas em Você se foi.

Um coro entoa um hino na vinheta Datena da Raça “a miséria grita/ a miséria canta/ a miséria dança”. Depois a batida de reggae de Débora pragueja a moça na letra “Débora, és uma víbora/ Sai da minha aba, vagaba/ Pára com esse mantra, pilantra”. Um ar de luau invade a ressaca com Na Quitanda, “aum, aum...”, recitam em coro entre um verso e outro. Tacape é rock e, por que não, reggae também. Já Jesus no Cyber Café do Inferno ecoa como um coral de igreja. A ironia é hilária.
Um sonoro reggae traz paz e tranquilidade em I’m Nobody, uma bela composição inspirada no poema de Emily Dickinson. Trova ao cair da tarde dá continuidade ao repertório zen. É uma baladinha que traz os versos “Pra onde fores eu vou/ Aonde flores eu fujo/ Te dou meu poema sujo/ que eu não sei fazer toada”. Os maracás de Boi do Dono do Mar anunciam que é tempo de guarnicê. É um bumba meu boi estilizado. Ê, Baleiro!

Os tristes acordes ao piano de Como diria Odair recitam a letra que homenageia os versos “Felicidade não existe/ só momentos felizes/ No mais são cruzes e crises” do poeta romântico Odair José. E a roda se abre com a canção Pastiche, uma cantiga que nos remete às rodas de cacuriá com uma letra afiada e irreverente. “Ganhei fama fazendo filmes trash/ Vida de horror Ave Maria vixe/ Tenho meu sonho como é de praxe/ Um dia quero ser John Malkovich”, canta.
É com Samba de um Janota só que a ressaca termina anunciando que a festa pode recomeçar. A batida latinizada ao som de sax, composta por Zeca e Chico César, traz versos irreverentes dedicados, como é anunciado na introdução, a “San Martín, Rick Martin, Hugo Chaves y Chapolín Colorado”. Mas irônico, impossível. Mas é um repente, em faixa bônus, que finda O coração do homem bomba volume 2. A canção intitulada “Eu detesto coca light”, parceria do compositor com Chico César, traz humor e crítica. Como não se render a versos como “Gosto de sair à noite de tomar um biri night/ Jurubeba tubaína Johnny Walker Black White/ Me afogo na cangibrina caio no tatibitáti/ Tomo cinco ou seis salinas feito fosse chocolate/ Engulo até gasolina mas detesto coca light”.

*Andréia Lima é jornalista. Colunista da Revista VIP SL. Ela aprecia as boas coisas da vida. E os descaminhos artísticos estão dentre elas.



A Deia vai ser sempre bem vinda aqui. Ela com certeza volta outras vezes!!



Bejocas!!!!

Um dia daqueles!

Saldo do dia:

- um dente quebrado;
- duas colegas de trabalho perdidas;
- uma certidão de casamento errada por corrigir;
- e uma dor de cabeça filha da p.!

Hoje meu dia foi uó!!

Bejoca!

Uma historinha de honestidade

Ainda existem pessoas honestas no mundo. E cada vez essa virtude é mais valorizada, já que diariamente ouvimos muito mais casos de desonestidade e corrupção.
Sexta-feira, peguei ônibus ainda meio dormindo. Dei 10 reais a cobradora ( os últimos 10 reais pra pagar passagem que tinha). Ela disse que não tinha troco e que era pra eu esperar um pouquinho.

Nessa de esperar desci do ônibus e esqueci o troco. Só fui lembrar bem depois.

Fiquei arrasada, tive que contar as moedas pra voltar pra casa. E já tinha dado por perdido esse troco.

Eis que hoje, quando entrei no ônibus, olhei pra cobradora pra ver se reconhecia. Só que ela foi mais rápida que eu e disse:

- Ei filha, vem cá!

E eu falei toda envergonhada ( lembrando de tudo que pensei, que ela devia ter ficado com minha grana, que eu nunca ia ver a cor desse dinheiro):

- Tá lembrando de mim?

E ela: Claro que eu lembro! Vem aqui pegar teu troco.

Daí ela começou a falar um tanto de coisa, que ainda tentou em chamar mas num deu.

E todo mundo do ônibus ouvindo tudo que ela falava e eu me sentindo uma lerda, kkkkk...

Enfim, tive meu troco de volta. E fiquei feliz porque moça foi honesta. É bom poder acreditar mais nas pessoas, hehehehe...

Um ótima semana a todos.

Bejocas!!!

Queria sair do silêncio

Hoje encontrei no ônibus o irmão de uma das amigas que mais amo. Nos conhecemos desde a escola e sempre convivi muito com a família dela, vivia indo na casa deles.

Esse irmão nasceu surdo. Quando a mamãe dele estava grávida, ela teve rubéola e por conta da doença ele nasceu com essa deficiência. Ele também não fala muito bem. Ele consegue articular umas palavras e faz uns sons que soam bem estranhos.
Sempre tive dificuldade de me relacionar com ele. E isso sempre me deixava muito constrangida. O constrangimento e a dificuldade não eram/são pela deficiência dele, mas pela minha própria em não saber como me comunicar com ele e por não entender quando ele tentava me falar alguma coisa.

Hoje quando nos vimos, veio o tal contrangimento de novo. Fiz aquele levantar de sombrancelha e dei o melhor sorriso que podia. Ele retribuiu o sorriso e fez aquele sinal positivo com o dedão da mão.
Eu queria tanto saber conversar com ele, perguntar se ele tá bem, em que ele tá trabalhando, se ainda estuda, se tá namorando alguém. Essas coisas que a gente sempre quer saber de quem a gente gosta, conhece a muito tempo mas não vê tanto.

Eu sinto um carinho por ele, por ter conhecido ele pequenininho, por ter visto sempre o quanto aquela família se esforçou pra ele ter se tornado um homem de bem que ele se tornou mesmo. Nunca vi ele reclamando de nada, nem minha amiga nunca comentou algo nesse sentido, dele ser revoltado, excluído ou algo do tipo.

Vi também que ele encontrou outra pessoa conhecida. Eles desceram jutntos, eles se tocaram, sorriram, ele abraçou ela e os dois seguiram andando um do lado do outro, sem falar mais nada.

Mas sempre fico pensando como será que ele se sente no meio desse silêncio?

Ele mora no silêncio. Assim como uma boa parte de pessoas da nossa sociedade. E a maioria de nós nem se importa, a não ser quando temos alguém muito próximo.

Imagina o que é viver sem ouvir música, sem conseguir assistir filme sem legenda, sem conhecer o canto de um passarinho, o barulho das ondas, o "tilintar" da chuva, a voz dos que amamos...
Eu fico me sentindo bem egoísta, no meu mundinho barulhento. Engoísta por nunca ter buscado aprender a me comunicar com o irmão da minha amiga, hoje talvez seríamos amigos. E também por achar que eu talvez seja mais feliz que ele porque eu posso umas coisas que ele não. Tem também um pouquinho de sentimento de superioridade nisso. Coisa chata se sentir assim.
Nunca falei sobre isso com minha amiga, por vergonha, sei lá. Mas hoje precisava falar.
Espero que esse incômodo passe e que um dia eu aprenda a ser uma pessoa melhor, que se dedique um pouco mais a conhecer o outro, com todas as suas particularidades.

Bejocas e bom dia!!!!

Canta comigo?!

Desde ontem me pego cantando a mesma música. Justo essa que já me acompanhou em tantos momentos, em tantas situações de indecisão e de faltas de atitude, não minha.
O momento agora não é esse. Não é de dúvida ou de falta de atitude. Só de lembranças e do gostar muito, muito mesmo dessa música.
Mas pode ser que esse seja o seu momento. E se de repente você quer muito dá um toque em alguém sem precisar de uma conversa, essa música é uma opção perfeita. Não fale, cante!
Pena que não sei colocar a caixinha de som para vocês ouvirem mas vo colocar aqui o link de onde ouço mais fácil tá?!
Aproveita e faz o download.

Flor Do Medo

Venha me beijar de uma vez
Você pensa demais pra decidir
Venha a mim de corpo e alma
Libera e deixa o que for nos unir
Não vá fugir mais uma vez
Vença a falta de ar que a flor do medo traz
Tente pensar
Pode até ser mau e tal, mas pode até ser que seja demais
Tudo vai mudar
Posso pressentir
Você vai lembrar e rir
Alguma dor que não vai matar ninguém
Pode ser vista e nos rondar
Não precisa se assustar
Isso é clamor de amor
Venha me beijar de uma vez
Feito nuvem no ar
Sem aflição
Venha a mim de corpo e alma
Libera a paz do meu coração
Não vá se perder outra vez
Nesse mesmo lugar
Por onde já passou
Tente pensar
Pode até ser sonho e tal, mas pode até ser que seja o amor
(Djavan)
Bejocas e um dia lindo!!

Água que te quero água!!

Alguém já parou pra pensar o quando falta de água é terrível?
Quem mora em São Luís sabe que a falta de água é uma coisa quase que natural, eu diria cotidiana.

Em alguns bairros da cidade existe um tipo de revezamento. Tem água num dia, no outro não tem. E assim muita gente vive muito bem.

Eu nunca me acostumei com isso. Eu sou uma pessoa movida por água. Bebo muita água (menos do que eu gostaria), se der tempo tomo horrores de banhos, adoro lavar as mãos ( não é toc não tá?!), adoro molhar a nuca com água nas horas de muito calor. Então quando não tem água parece que fica tudo ruim, escuro, sujo, péssimo.

E foi assim que ficou minha noite de terça-feira, quando cheguei em casa, depois de um dia de trabalho, e de 1h viajando de ônibus percebi que não tinha água pra nada ( nem pro banho, nem pra lavar a louça e nem pra beber).

Quando cheguei ansiosa por um banho, abri a torneira do chuveiro percebi que a bendita da água não estava lá. Já fiquei contrariada, mas tudo bem, decidi esperar um pouco. Liguei a TV, fui arrumar umas coisas no quarto e depois de um tempinho fiz uma nova tentativa. E nada da água.

E assim ficou a noite inteira. Eu fiquei super-mal-humorada!
A louça tava suja. Não tinha como lavar. As garrafas de água estavam vazias na geladeira. Só tinha uma garrafa no congelador e portanto só tinha água congelada.

Pior que como nunca falta água lá, não tenho nenhuma reserva. Sempre vi minha mãe aparando água nos baldes para se precaver caso faltasse. E eu não faço nada disso.

O jeito foi me recolher a minha insignificância, pegar um copinho d'água, molhar um paninho e tirar o grosso da sujeira do corpo. Uma tristeza gente.

E teve mais. No dia seguinte, acordei super cedo, corri para o banheiro e novamente mais uma vez, nada de água. Aí colega, sabe o que eu fiz: "Paiiiiiii, vem me buscar, num tem água aqui!!!", isso quase chorando. E ele: "Se arruma que eu tô chegando".


Meu herói!!!! Me salvou da angústia e da sujeira.


A água é uma dessas coisas simples da vida capazes de deixar a gente muito, muito feliz. Eu fico! Um banho revigora, lava a alma. Tomar um copo d'água dá uma satisfação enorme. E todos os dias eu agradeço por isso.

Aproveitem esse bem precioso enquanto a gente tem e vamo economizar para ter sempre.

Bejocassssss com cheirinho de sabonete!!!


Bejocas!!!

Um mês de casados: Parabéns pra nós!!!

Hoje faz 1 mês que eu e patrick nos casamos. E já tem 4 meses que moramos juntos. A gente tá feliz que só!

[olha a gente no dia do casamento]



Passou tão rápido que eu nem senti. Um dia desses estava comemorando a chegada do mês de junho e agora ele se despede de mim, sem dó, me deixando cheia de saudade.
Nesse um mês de casada,tive muitas alegrias. Foi um mês de muita comemoração e lua de mel ( hihihi...).
Tive também medos. Algumas vezes pensei: "Meu Deus, será que eu fiz certo? Será que escolhi direitinho?". Esses questionamentos só vem naquelas horas em que eu vejo o mundo acontecendo lá fora e dá uma vontadezinha de participar dele. Mas ai eu penso na quantidade de coisas que acontecem no mundo aqui dentro, que eu perderia se não tivesse feito as escolha que fiz. E aí me sinto feliz e com aquela sensação de satisfação que enche o peito e faz a gente respirar melhor.

Os amigos perguntam se tá tudo bem, se eu tô gostando da vida de casada, se eu tô tirando de letra. Eu tô adorando gente, mas isso não significa que é fácil.

Sinto uma saudade danada das minhas mães, do papai, das minhas tias, dos meus irmãos, das minhas primas. Saudade de não fazer nada em casa e ficar lendo meus livros trancada no quarto e ouvindo minhas músicas. De chegar em casa e já encontrar o jantar pronto. De atravessar a rua e chegar na casa de Pedrinho pra chamar ele pra sentar na calçada e conversar até o sono não deixar mais.
Mas é tão bom chegar em casa, ouvir o silêncio de lá, ficar horas no banho ouvindo minhas músicas no máximo. E quando Patrick tá junto é ótimo ficar deitada na cama com ele, assitindo TV, ou só batendo papo, rindo das besteiras que ele fala e tentando ser um pouquinho engraçada pra ele também. É ótimo também ouvir os elogios dele quando faço alguma coisa gostosa, ou agradecendo por eu ter cuidado de tudo enquanto ele estava fora.
A gente fica meio bobo, se olhando e olhando pra mão com a aliança como que querendo confirmar se tudo isso é de verdade mesmo, se tá acontecendo mesmo com a gente, se a gente merece tanto.
E eu quero tanta coisa ainda. Quero descobrir o jeito de conseguir e sei que vou chegar lá, só não sei como ainda.

Me sinto tão frágil, tão pequena, tão menina, em alguns momentos. E em outros fico supresa com as coisas que sou capaz de fazer quando é necessário ser a mulher da casa, a dona de mim mesma e da minha vida.

Quanto tempo será que isso dura? Essa inconstância juvenil? Pensei que isso ficasse lá atrás na adolescência.


Que julho traga serenidade, sabedoria e que seja mais um mês de comemoração de casamento. Assim como os próximos meses e anos que virão.

Te amo marido!

Bejocas!!!!

Um sushi para recordar

Quando a gente pensa que já tá velho demais para ainda ter primeira vez em alguma coisa, a vida vem e surpreende.

Mas como eu não estou velha o suficiente e ainda quero ter muitas primeiras vezes, as surpresas (as boas surpresas) são sempre muito bem vindas.

Ontem comi comida japonesa pela primeira vez. Oh yes babies!! E contrariando a expectativa de algumas pessoas (né Marciene?!), eu a-d-o-r-e-i!!!!

Gente que coisa mais gostosinha. Dá pra sentir o sabor de cada ingrediente, a textura macia e o cheiro que é bom também, apesar do peixe cru.

Sabe quando você come uma coisa e faz cosquinha no céu da boca? Hummmmm...aconteceu isso ontem.
Certamente o clima da noite contribuiu pra que eu gostasse tanto. Deixa eu explicar.
Ontem consegui fugir um pouquinho da rotina e sai com três pessoas delícias: a Marciene, a Sandra e a Thiciana. Já conheço essas meninas há tempos, mas por alguma razão só agora nos encontramos de verdade. A Thici conheci ainda no colégio mas não rolava aquela química, também nem dava tempo. Éramos de turmas diferentes, de turnos diferentes. Já a Sandra conheci na universidade e também não rolou nada entre a gente. Éramos de turmas diferentes, fases diferentes. E por fim a Marci que conheci já na vida profissional. Trabalhamos juntas mas não ficamos amigas de cara porque éramos de setores diferente e turnos diferentes.

Enfim, conseguimos entrar em sintonia porque trabalhávamos todas juntas no mesmo local, no mesmo turno e na mesma fase. Porém, só continuamos eu e Sandra. As meninas optaram por outros caminhos, o que de forma alguma nos desviou do carinho que sentimos.

Nunca tinha saido assim com elas, só a gente. Mas ontem, sem planejar nada, saímos as quatro. A festa começou já no carro com direito a música no máximo e nicotina para desestressar.

Chegamos no barzinho japonês e por um tempão ele foi só nosso. E foi perfeito. No meio da gritaria de Thiciana, das tiradas super bem humoradas e picantes de Marciene e das gargalhadas de Sandra, senti que a harmonia daquele momento foi única e muito especial.

E aí meninas, mais uma dose???? "É claro que eu tô a fimmmmmmm...."

Na próxima vamos dançar e dessa vez Dharinha vai junto.

Bejocas e um ótimo fim de semana!!!! Divirtam-se!!!

Quero ir pras bandas de lá...

Ultimamente tenho ouvido bastate o novo cd da cantora Mariana Aydar, o "Peixes, pássaros, pessoas".

O cd é maravilhoso, gosto de todas as músicas. De umas mais que outras, naturalmente. As músicas tem sido a trilha sonora das minhas andanças de ônibus. Como os caminhos são longos aproveito para pensar na minha vida, em como tem sido e principalmente no aspecto profissional, que é a pedra na minha sapatilha.
Esses dias tenho me sentido tão cansada, só de casa para o trabalho, sem tempo de fazer coisas diferentes, de sair da rotina, ir ao cinema, praia, bater perna no shopping, jantar fora. Essas coisas gostosinhas que dão um fôlego para enfrentar a paulera que é viver nesse sistema capitalista selvagem que a gente vive.
Por conta disso, uma música em especial é "a minha música" no momento. Quando ela toca eu tenho vontade de cantar aos berros pra todo mundo saber que é isso que quero. Vejam a letra aqui embaixo:
Eu vou abandonar

Deixo o mundo velho por aqui

Não quero mais viver correndo assim

Sem tempo pra viver

Vi que é melhor calar que falar

Mas é cada uma que eu tenho que escutar

No momento eu não estou

Mas deixe o nome após o sinal

Que eu to pras bandas de lá

Fui viajar pra ver o sol morrendo no mar

Que eu to pras bandas de lá

Fui viajar pra ver o sol morrendo no mar

Não tenho pressa,nem me interessa quanto tempo vou levar

Não vou me permitir

Fingir que tô legal sem tá

Quanto à social

É tanta ambição pra conseguir o que se quer

Perder, ganhar, isso não me vale

Prefiro mil vezes

Ir pras bandas de lá
É isso aí gente. Se eu pudesse e meu dinehiro desse eu ia prás bandas de lá, lá pra perto do mar, ficar deitada de papo pro ar, pegando um fresco ( como a gente diz aqui), só na água de côco e no peixinho fresco ( nham nham nham).

Acho que não tenho férias desde o colégio. Isso dá uns 8 anos.
Por isso eu peço: Papai do céu, manda um pacote turístico pra dois com tudo pago. Qualquer hora dessas Ele me atende.

Bejoca!!!

Eu conheço o significado de "uma vida inteira juntos"

É, sei sim e aprendi isso com meus pais.

No dia do meu casamento, o padre, que conhece muito minha família falou uma coisa que me emocionou: "Dani e Patrick, se inspirem no exemplo da tia Terezinha e do tio Júlio. Eles estão juntos a 53 anos e mesmo com dificuldades e problemas, os saldo de felicidade é muito maior". Fiquei cheia de orgulho e mesmo com as diferenças entre nós eu quero uma coisa assim também.

No sábado, dia 20 de junho, meu pai e minha mãe (que na verdade são meus avós mas me "adotaram" como filha desde pequenininha) comemoraram 54 anos de casamento. Eu que vi boa parte disso sei que fácil não foi.
Meus pais tem origem bem humilde. Meu pai começou a trabalhar muito cedo, passou fome, não teve infância mas estudou pra caramba. Não fez curso superior mas até hoje quase tudo o que pergunto, ele sabe a resposta. Passou no concurso público e foi assim que conseguiu tudo que tem. Pelo estudo e pelo trabalho. Minha mãe estudou só até a antiga 4ª série. Era a filha mais nova de uma família cheia de irmãos super machistas e que não deixaram ela estudar mais que isso. Ela virou costureira e assim ganhava seu próprio dinheiro.
Os dois se casaram e formaram uma família bem grande e bem doida. Daquelas que se ama muito, mas que briga muito e na qual todo mundo se mete na vida de todo mundo. Tiveram 9 filhos, um deles é a minha mãe Lúcia. Três morreram.
Pelo que contam a vida deles sempre foi regrada financeiramente. Nunca tiveram luxo, até porque minha mãe virou dona de casa, costurava só pros filhos e marido e meu pai sustentava sozinho a casa. O que ele ganhava, mesmo sendo concursado, funcionário público, dava pra sustentar a família e só. Nada de viagens, roupas caras, brinquedo da moda.
Mesmo nesse sistema patriarcal a força das mulheres da família Moreira sempre foi maior, coida de D. Terezinha, ariana arretada. Somos 6 mulheres e apenas um homem. Na infância eram elas que defendiam o irmão na escola e ai de quem procurasse confusão com o Júlio Filho, que lá ia Lúcia, Helena e Dulce tirar satisfação. Mary e Rita são as mais novas. A Mary é a queridinha, o orgulho da família. E a Rita é a caçula que perdeu o posto quando eu nasci. Tomei a vaga dela e ela meio que perdeu a identidade dela. Acho que ela ainda precisa de terapia para lidar com isso, kkkk...

Daí a família só vem crescendo. Genros, nora e netos. Os bisnetos estão longe de chegar. Se depender de mim eles só vão chegar daqui a dois anos no mínimo.

Sei que nem tudo aconteceu como eles sonharam quando decidiram se casar mas sei também que eles sentem muito orgulho de tudo o que contruiram juntos.

Acho super engraçado quando vejo minha mãe com 75 anos brigando com meu pai, de 72, por ciúme, ou fazendo mimo pra chamar a atenção dele. E acho fofo quando ele fica fazendo pirraça para chamar a atenção ou fica passando a mão no cabelo grisalho dela quando estão na cama.

Eles se amam muito e são exemplos para o amor que eu estou construindo todos os dias na família que estou formando. Amo eles demais.

Parabéns mamys e papys.

Bejocassss!!!

O que é isso?

Isso que não ouso dizer o nome
Isso que dói quando você some
Isso que brilha quando você chega
Isso que não sossega, que me desprega de mim
Isso tem de ser assim...
Isso que carrego pelas ruas
Isso que me faz contar as luas
Isso que ofusca o sol
Isso que é você e sou sem fim
(Isso- Chico César)
Dia de melancolia, com mal humor e ansiedade, tudo misturado. Tenho esperanças de um bom fim de semana. Para nós!
Bejocas

Ganhei um selinho fofo!

Acho que a Du nem sabia que era meu aniversário por esses dias. Mas mesmo inconcientemente fui escolhida por ela para ganhar de presente esse selinho:



Fofa é você Du, uma querida!!!

O selo vem acompanhado de algumas regrinhas:

1- Dizer quem te presenteou com o selo e colocar o link do blog ( feito);
2 - Copiar e responder a um questionário( aqui abaixo);
3 - Presentear 5 blogs com o selo e avisá-los sobre.

Quando eu li as respostas da Du sorri muito principalmente porque somos muito parecidas. Então para não ficar tudo igualzinho a ela mudei algumas coisas, que são verdadeiras também.

- MANIA: São duas: morder o lábio inferior quando fico pensando e cantarolar sempre.

- PECADO CAPITAL: Gula.
- MELHOR CHEIRO DO MUNDO: De chocolate e do pescocinho do meu mozão.

- SE DINHEIRO NÃO FOSSE PROBLEMA EU FARIA: Viagens pelo mundo todo e muitas compras, compras, compras...

- CASOS DE INFÂNCIA: Eu era uma criança dançarina. Nas festas de aniversários de outras crianças eu virava o centro das atenções e só queria ficar com os adultos (kkkkkk...)

- HABILIDADES COMO DONA DE CASA: Esse lance de dona de casa é muito recente na minha vida, portanto ainda estou em processo de avaliação.

- O QUE NÃO GOSTA DE FAZER EM CASA: Odeio lavar roupa, passar pano na casa e lavar louça.

- DESABILIDADES COMO DONA DE CASA: Ah meu pai, num tenho jeito mesmo é pra passar roupa. É uma tristeza!

- FRASE: O “te amo” dito pelo meu amor quando eu menos tô esperando.

- PASSEIO PARA ALMA: Ir à praia, ficar deitada de papo pro ar pegando sol e depois me refrescar no mar. Ui delícia!!

- PASSEIO PARA O CORPO: Prefiro não comentar...

- O QUE ME IRRITA: Ter a sensação de estar sendo explorada, de que estão abusando da minha generosidade e paciência.

- FRASE OU PALAVRA QUE FALA MUITO: Adorooooo!

- PALAVRÃO MAIS USADO: que côcô!, mas adoro o clássico puta-que-pariu (...não falo muito palavrão gente)

- DESCE DO SALTO E SOBE O MORRO QUANDO: Quando fico muito irritada e ainda continuam contribuindo para a irritação. Daí o jeito é fazer a pessoa parar né?!

- PERFUME QUE USA NO MOMENTO: Não lembro o nome, mas tem cheiro de melancia.

- ELOGIO FAVORITO: Gosto quando sinto que as pessoas se sentem bem ao meu lado. Pra mim é um elogio!

- TALENTO OCULTO: Cantar. ( "Minha voz, minha vida/ meu segredo e minha revelação")

- NÃO IMPORTA QUE SEJA MODA NÃO USARIA NEM NO MEU ENTERRO: Minissaia (Minha perna é muito grossa. Fica Uó!) e franjas.

- QUERIA TER NASCIDO SABENDO: relaxar nos momentos que não posso resolver um problema. Entregar pra Deus, sabe?!

- EU SOU EXTREMAMENTE: ansiosa (to tentando mudar).

Agora vou indicar as fofas que eu escolhi. Mas elas são fofas messsssmo. E tem algumas que ficaram de fora desta porque já foram indicadas pela Du.
Pois sim meninas. Agora venham aqui e peguem seus selinhos e respondam logo porque eu tô curiosa.
Bejocas!!

Um novo ano começa!

Tenho tantas coisas acumuladas para colocar aqui que nem sei por onde começar.

Estou sem internet em casa e aqui no trabalho nem sempre consigo tempo para escrever. Às vezes a internet daqui fica péssima e não consigo publicar o que escrevo. Foi o que aconteceu com o texto que escrevi para o meu aniversário.

Fiz 26 anos no dia 11 de junho, última quinta e feriado. Várias vezes esse bendito feriado cai no dia do meu aniversário. Eu normalmente acho ótimo. Mas esse ano, como estou na casa nova, moro um tantinho longe de todo mundo que conheço e acabei ficando sozinha. Mozinho teve qeu trabalhar.

Esse foi meu primeiro aniversário longe de casa, longe da casa da mamãe. Lá, em dias de aniversário, é a maior farra. A gente sempre inventava um bolo pra comemorar. Esse ano senti falta disso, mas também pude compartilhar esse dia com a emoção diferente de estar na minha casa, de perceber nesse dia que agora tenho outros motivos para estar feliz, além dos que sempre tive estando com a minha família.
Passei o dia cuidando de mim, de patrick, da casa, recebendo mensagens e ligações. Fiz um bolo delícia, de chocolate com recheio de côco, que eu adoroooo! E a noite jantamos e comemos o bolo de sobremesa. Só nós dois.
Não chamei ninguém porque não era uma festa. Preferi curtir esse momento com ele. Nem minha família foi convidada, hehehe... Como já falei eu moro longe deles e ir lá em casa a noite é meio complicado principalmente pro meu papitos que ja não enxerga tão bem.
Na sexta de manhã minha mãe apareceu de surpresa e levou bolo pra mim. Advinha de que era o bolo? Isso mesmo, chocolate com recheio de côco. O dela é infinitamente melhor que o meu, claro.
E na sexta mais comemoração. Dia dos namorados agora com o marido. Foi ótimo. Muito engraçado. Eu tentando fazer um jantar romântico, com champanhe, meia luz. Mas não dá muito certo esse clima arranjado pra gente. Teve brinde, o tradicional discurso do patrick ( todo ano tem) e nós dois juntinhos em frente a tv, comendo em cima da cama. Mamys me mataria se visse a cena. kkkkk...

Quero agradecer a todos que visitaram e deixaram recadinhos. Aos meus amigos que ligaram e mandaram mensagem no celular e no orkut. Em especial a Suzana que fez um post inteirinho pra mim lá no blog dela. Brigada Su.
A Su faz parte daquelas pessoas especiais que eu adoro de paixão e que gostam de mim gratuitamente, sem nunca ter me visto pessoalmente. Mas eu sei que ela está sempre comigo e fica online lendo minhas maluquices quando a gente se fala no msn. Sábado, dia 13 de junho, foi aniversário dela. Quero desejar a você Su muitas alegrias, muito sucesso, que você continue distribuindo seus sentimentos em palavras como você faz lindamente. Muitos beijinhos.

Amanhã vô publicar um presentinho que ganhei da Du.

Bejocas!!

Esse Albertinho...

Gente, esse Albertinho me raxa de rir...
Ele inventou um meme que chamou de Cupido. Acho que é o clima do dia dos namorados que está despertando nele esse sentimento de unir as pessoas e de unir a alguém também. Mas calma. Esse meme não está diretamente relacionado a relacionamentos românticos ( quase um trava a língua, kekekeke).
E advinha quem ele escolheu para o seu primeiro Cupido?? Ou yes babies, eu mesma!
A regra desse meme é bem simples. O Albertinho ensinou assim: A idéia é promover o encontro entre dois blogueiros que eu acompanho e apresentá-los. Eles devem ter algo em comum, claro. E a gente deve ter a intuição de que a amizade entre eles vai ser certeira. Apresentarei aqui o perfil de cada um, sob a minha ótica, os motivos porque devem se conhecer, avisá-los em seus respectivos blogs e também ser indicado para um blogueiro-amigo. Se a moda pegar, essa história de cupido vai ser melhor que aquele antigo número que a gente ligava para bate papo (o 145).
Kkkkkkk, vê se eu aguento esse menino...
Só sei que fico encantada com essas idéias mirabolabotes e corro pra cumprir tudo direitinho. Fui logo ver o Blog da Karen, a minha amiga em potencial segundo a opinião do nosso amigo em comum ( Albertinho). Ela também casou a pouco tempo ( 1 ano ainda é uma bebê gente) e eu até conheço o marido dela, ele foi meu professor na universidade. Parece que realmente temos muito em comum. De cara, um post dela me trouxe uma lembrança muito gostosa que me deixou emocionada. Fiquei pensando como a gente fantasia coisas e como sensacionalmente elas acontecem mesmo.
Tô falando do post que ela escreveu falando que ouvia Legião Ubana na adolescência, assim como eu e meio mundo de gente. Lembrei que adorava eles e ficava na porta de casa cantando com os amigos. Me achava o máximo por saber todas aquelas letras enormes que eles têm. Bons tempos.
Dessas músicas uma em especial despertava minhas fantasias mais românticas de ter um amor pra mim, que me fizesse feliz com as pequenas coisas do dia-a-dia de viver junto. Essa música é O Mundo Anda Tão Complicado.
Gosto de ver você dormir/ Que nem criança com a boca aberta/ O telefone chega sexta-feira/ Aperto o passo por causa da garoa/ Me empresta um par de meias/ A gente chega na sessão das dez/ Hoje eu acordo ao meio-dia/ Amanhã é a sua vez/
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver/ O mundo anda tão complicado/ Que hoje eu quero fazer tudo por você.
(...)Vamos chamar nossos amigos/ A gente faz uma feijoada/ Esquece um pouco do trabalho/ E fica de bate-papo/ Temos a semana inteira pela frente/ Você me conta como foi seu dia/ E a gente diz um p'ro outro:- Estou com sono, vamos dormir!/
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver/ O mundo anda tão complicado/ Que hoje eu quero fazer tudo por você
Quero ouvir uma canção de amor/ Que fale da minha situação/ De quem deixou a segurança de seu mundo por amor.

Ai, chorei agora! Relendo e cantarolando essa música me dei conta de que eu consegui. Eu tenho mesmo esse amor que me faz feliz com as pequenas coisas do dia-a-dia de viver junto. Quem diria hein?

Só posso agradecer a vida e a Deus e pedir que Ele conserve assim, o nosso amor, a nossa vida e a nossa casa ( um pouquinho mais arrumada senhor). Amém!

Um lindo fim de semana.

E albertinho amor, vou pesquisar um amigo bem bacana procê viu? Pode deixar. Xeiro no cangote!

Bejocas!

A felicidade é uma benção!

Junho chegou na minha vida em meio a uma onda de felicidade, de alegria e de bons sentimentos.
Estive sumida ( mais uma vez) por dois motivos. 1º Passei uma semana sem vir ao trabalho. A crise tinha chegado na minha vida. Estava sem grana pra passagem e tudo o mais (internet tb). Inclusive para providenciar as coisas do meu casamento. Ai vem o 2º motivo. Meu casamento foi sábado, dia 30 de maio. E na semana que passou praticamente me mudei de volta pra casa da minha mãe para cuidar dos preparativos para o grande dia, com toda a ajuda da minha família. Inclusive a finaceira.
Sim, foi um dia grandioso. Não pela pompa, pelo luxo, pela exuberância das coisas materiais. Nada disso existiu. Meu casamento foi um dos mais simples que eu já vi. Simples porém muito rico de amor, de alegria, de felicidade. Foi o casamento mais lindo de todos. Foi perfeito.
Minha família estava lá em peso. A de Patrick também. Estavam lá meus amigos mais queridos. Porém algumas ausências foram muito sentidas.
Nos dias que antecederam o casamento fiquei muito angustiada. Pensando que fosse dar tudo errado porque eu não estava no controle da situação. Chorei, sofri, sedi a vontade de outras pessoas, vontades que nem sempre correspondiam às minhas.
Graças a Deus no final deu tudo certo. No sábado acordei super cedo. Fui para o salão, pedi a cabelereira pra ser super rápida pois não queria atrasar. Acho feio deixar as pessoas esperando. O casamento tava marcado "pras" 9h da manhã. Nessa hora eu já tava pronta. Mas meu pai me deixou de castigo lá meia hora e eu mantive a tradição das noivas atrasadas.
Cheguei na igreja com uma cara uó, chateada pelo meu atraso. Fiquei um tempinho ainda lá fora esperando pra entrar de braço dado com meu papai. Aíi ficava marocando de lá de fora quem tava lá dentro. Aí comecei a me animar principalmente quando vi o meu amor sentadinho, me esperando.
Chegou a hora de entrar. Meu coração acelera de novo só de lembrar do momento. Quando eu vi aquela carinha de nervosismo, alegria, admiração, ansiedade, tudo misturado, tive que ficar firme para não chorar. Não queria chorar, porque quando eu começo pra parar é uma complicação só.
Consegui não chorar a cerimonia inteira, que foi muito bonita. As músicas foram muito bonitas tb. Como eu já disse e repito foi tudo lindo.
Mas quando chegamos em casa e ele me puxou pra um canto e disse assim: e aí minha esposa, tá feliz? Nessa hora eu chorei. Chorei porque me veio um filme de tudo que aconteceu na nossa vida. De tudo que nós vivemos, as coisas boas e as não tão boas, mas que nos ensinaram muito e nos fizeram chegar onde chegamos. Eu sou a esposa dele e ele é o meu esposo, oficialmente agora.
Tô muito feliz gente. Vocês não tem noção!
Advinha quem pegou o buquê? A minha macaca prefeira Luana!!!! Ela será a próxima???
Ainda não recebi as fotos. Mas quando tiver mostro pra vcs aqui um pedacinho do que foi esse dia.
Depois do dia 30 tudo ficou mais bonito e começou a se acertar. Até meu pagamento saiu.
Ahhhhh, e esse mês é o meu aniversário. E eu adoro aniversário. Anotem aí: dia 11 de junho. Não pode esquecer de vir aqui e me deixar um beijinho.
Bejocas muitas com gosto de lua-de-mel!!!!

Lembranças de criança

Hoje, no bate papo de almoço com minha amiga de trabalho, estive relembrando algumas coisas da minha infância. E é sempre muito divertido lembrar essas coisas.

Lembrar por exemplo de quando eu fazia jardim de infância e uma guria roubou meus biscoitos wafer de chocolate. Ela pediu antes mas eu disse que num ia dar. Ora, eu não conhecia a menina porque ela era mais velha, estava em outra turma, ela nem falava comigo e o principal o meu biscoito era pequeno, dava para alimentar só eu mesma. Então é claro que eu num ia dar. Aí ela veio, roubou de mim e depois saiu correndo pela escola. E eu, o que eu fiz? Chorei claro. Acha que eu ia fazer o quê? Sair correndo atrás dela, espancar ela até ela vomitar o último biscoito? Não! Uma menina como eu fui criada pra ser não fazia essas coisas. Só chorava para que alguém fosse lá e resolvesse a situação.


E foi o que aconteceu. A diretora, Tia Nádia, que me adorava, falou com ela e sei que essa menina ficou em odiando até um dia desses. Eu sei porque ela morava numa rua próxima a minha e sempre que passava por mim fazia mó cara feia.


Nesse tempo eu era típica princesinha do papai. Sempre andava arrumadinha, cheirosa, comportada. Nunca brigava na escola. Jamais. Eu era aquela aluna que as professoras adoravam e que tinha muitas amiguinhas. Mas não era uma boboca total. Sabia me defender. Fui aprendendo na própria escola.


Na 3ª série mudei de escola. Eu que antes estudava numa escola do bairro, pequenininha, que todo mudno se conhecia fui para uma escola de rico, enorme, que ficava no centro e onde eu não era nada além de mais uma.


Logo percebi que aquela escola era diferente porque as outras crianças não levavam lanche de casa. Quase ninguém tinha mais lancheira. E quando eu cheguei com meu pãozinho com manteiga e meu suco de maracujá com aqueles pedacinhos pretinhos do caroço ( que eu adorava e ainda adoro) os outros me olhavam com uma cara de quem diz: credo, essa aí é pobre...


Depois desse dia não queria por nada levar lanche. Meus pais não tinham grana todo dia pra eu comprar lanche na escola, então eu preferia ficar com fome a ser ridicularizada pelos filhinhos de papai que se empanturravam de porcaria na lanchonete.


Graças a Deus isso passou também. Aprendi a não me importar com esses idiotas e descobri que tinha muita gente como eu lá. Que tinham uma família simples, um pai que fazia das tripas coração para pagar a mensalidade todo mês, para que a gente pudesse ter um ensino de qualidade e ter um futuro melhor do que o que eles tiveram. E tinha também aqueles que tinham tudo, grana, dinheiro pra comprar lanche mas que eram as mais simples que levavam lanche de casa e ainda dividiam comigo. Deixei também de ser a bobocona que esperava que resolvessem tudo pra ela. Cresci, fiquei mais independente.


Estudei nessa escola de rico até o fim. Fiz amigos lá que estão comigo até hoje. Aprendi muito lá. Demais mesmo. Aprendi principalmente a valorizar o que minha família fez por mim nesses anos de escola e nos outros que se seguiram a esses.


Sou grata eternamente.


Mas tem muitas outras história. Como a dos garotos e o que eles faziam pra chamar minha atenção(ui,ui,ui). Essa conto outro dia.


Bejocas e um ótimo fim de semana!

São as mulheres, oba!

Muitas vezes ouvi as pessoas dizendo que "a mulher é a vida de um lar", "mulher é quem cuida da casa", "a mulher é quem dá um toque especial a um lar" e blá blá blá... eu pensava " ah, balela!". Por que a mulher? Por que sempre a mulher tem que ser responsável pela casa? Por que não o homem?
Meu feminismo se revoltava dentro de mim!
Eu achava (e ainda acho) que o homem é tão responsávle pelo bem estar de uma família quanto a mulher. Que ele também é responsável pela organização da casa, pelo bom funcionamento de tudo, pelo cuidado e harmonia do lar. E quando eu soube que Patrick era o filho mais velho de uma família só de homens e que ele ajudava a mãe dele em casa fiquei saltitante. Pensei: É esse! Ele vai me ajudar em tudo e ainda vai cozinhar pra mim. Lindo!.
Ele fez a maior propaganda de si mesmo quando percebeu que o fato dele ser um homem prendado era um super estimulante para que nossa relação desse certo.
Claro que sim minha gente. Euzinha aqui, ao contrário do que ele dizia ser( é, depois eu descobri que era só papo), nunca tinha entrado em uma cozinha pra cozinhar nada. Nem pra lavar a louca. Varrer e arrumar? só o meu quarto mesmo e uma vez na semana. Lavar roupa me deixava de extremo mal humor. Acabava com meu dia. Portanto encontrar um homem que soubesse fazer isso tudo, e que fazia com naturalidade, era a certeza de ter encontrado o meu príncipe encantado.
Mas aí... quando comecei a frequentar a casa dele e ele me preparou um almoço, todo meu sonho foi por água abaixo. O arroz ficou meio cru, o feijão salgado e a carne cheia de gordura. Foi triste. Me senti traída. Mas não deixei me abalar. Fiz ele perceber que teria paciência para esperar ele a aprender de fato tudo isso.
Hoje lá em casa ele continua não cozinhando muito bem. Enquanto que eu que nunca fiz nadinha parece que tenho um dom natural para cuidar de casa ( kkkkk, ela se acha, tadinha...).
Ele lava a louça, cuida da roupa suja, se precisar passa, arruma, varre até melhor que eu.
Mas tenho que admitir que quando estou por lá, quando estou a frente da organização da casa, fica tudo mais caprichado. E eu sou responsável por controlar as contas, fazer os cálculos, lembrar os dias dos pagamentos. Além disso, tenho que estar sempre pronta a ouvir, aconselhar, felicitar, elogiar, puxar orelha. É, já estou estimulando meu instinto materno.
Não é brinquedo não meu bem. Quer moleza? Senta num pudim!
Quem está pensando em casar, case. Eu recomendo. Eu adoro! Mas vá com fé, com paciência e peça a Deus muita sabedoria. Pois a mulher* é tudo nessa relação e o papel dela nenhum homem por mais prendado que seja saberá realizar com a mesma precisão.
Pronto, falei!
E você meninos sejam companheiros e ajudem suas mulheres sempre.
E viva ao feminismo.
Bejoca!!!!!
*Eu digo a mulher mas sei que nas relações homossexuais tem também aqueles que são mais femininos quando o assunto é cuidar da casa e da harmonia do lar. Seja nas relações homossexuais entre meninas ou entre meninos.

Minhas amigas, meus amores!

Estou com saudade.
Sempre senti saudade, saudade de coisas que eu nem sabia o que era.
A saudade de hoje é uma saudade específica. Saudade de ter amigos por perto. Saudades do tempo em que eu e Alessandra éramos tão grudadas que para ir na quitanda comprar um chocolate, era preciso irmos juntas.
Tem também a saudade dos tempos de carnaval em que eu e a mesma Alê íamos para casa de Dona Justina, avô de Ingrid, só para não perder um minutos da folia na Madre Deus*. E eu, Ingrid e Alê aprontávamos muito. Jesus! Na quinta-feira de carnaval nossa mudança já estava pronta. Era colchonete, um tanto de roupa com vários mini-shots e fantasias. Muita maquiagem também, claro. Quando a casa de D. Justina ficava muito cheia lá íamos nós pra casa de algum outro amigo, sempre as três juntas.
Essa farra toda durou muito tempo. Um tempo que agora é tão distante. Que nunca mais vai se repetir. Hoje a Alê trabalha muito e é a única que ainda curte a vida de solteira. A Ingrid já casou, tem um bebê que é a coisa mais linda da tia, o Gabriel. Eu também já sosseguei meu facho.
Essa saudade não tem aquele tom triste, de pensar "oh que bom era aquele tempo! Era feliz e não sabia". Não, não. Hoje também somos felizes, mas de outro jeito. Com outras idéias, muitas responsabilidades e outros interesses.
O que é bonito disso tudo é saber que mesmo assim, com todas as diferenças de vidas, da rotina, da correira dos nossos dias, nós conseguimos manter nossa amizade. Sempre falo com a Ingrid e a vejo quando podemos nos encontrar. Agora sempre na companhia do Biel.
Já a Alê é mais difícil de encontrar. Ontem nos falamos ao telefone e quando isso acontece vejo quanta falta ela me faz.
Queria ter sempre elas aqui comigo. Na verdade elas estão amarradas a mim pelas minhas lembranças e saudades.
Amo vocês amigas.
Uma ótima semana a todos nós!
Bejoca.
* A Madre Deus é um bairro do Centro de São Luís onde ficam concentradas várias atrações no carnaval. E a D. Justina mora lá do lado.

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